A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre é um exame fundamental da gravidez que deve ser realizado entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, preferencialmente na 12ª semana. Tem como objetivo avaliar:
Anatomia fetal – Neste momento, é realizada a avaliação detalhada da anatomia do feto pela primeira vez. Com o avanço da resolução dos equipamentos de ultrassom, detalhes antes analisados apenas no segundo trimestre agora podem ser visualizados neste período mais precoce da gestação.
Risco de cromossomopatias fetais – Realiza-se o cálculo do risco de o bebê apresentar alterações genéticas denominadas cromossomopatias, como a síndrome de Down, por exemplo. Isso é feito por meio de um software da Fetal Medicine Foundation de Londres, que leva em consideração os seguintes fatores para a análise: idade materna, medida da translucência nucal, osso nasal, frequência cardíaca fetal, Doppler colorido do ducto venoso, fluxo da valva tricúspide do coração e presença de eventuais malformações fetais.
Risco de pré-eclâmpsia precoce e restrição de crescimento intrauterino – Esta avaliação também é realizada através do mesmo software mencionado acima. Para isso, são avaliadas a história clínica e obstétrica materna, a Dopplervelocimetria das artérias uterinas e a pressão arterial média materna, aferida durante o exame.
Essas avaliações de risco podem ser aprimoradas com a análise combinada da ultrassonografia morfológica e do perfil bioquímico do primeiro trimestre. Este conjunto de exames é composto pela dosagem da fração livre do BetaHCG, proteína plasmática A associada à gravidez (PAPP-A) e fator de crescimento placentário (PLGF) no sangue materno.
É realizado um laudo que engloba todas as análises mencionadas, acompanhado de aconselhamento à gestante sobre os resultados e orientação de conduta pertinente para cada caso.